quarta-feira, 29 de julho de 2009

A GRIPE CONTINUA

O que é que as autoridades responsáveis pela saúde estão esperando?
Existe de fato no Brasil um surto de gripe já instalado, principalmente em algumas cidades brasileiras. Pelo que se tem visto pelos noticiários é um número cada vez mais crescente de contaminados. O atendimento nos postos de saúde não vem sendo realizado a contento. A desinformação, até mesmo entre médicos, tem sido vista e interpretada pela população como um "cego em tiroteio", ou seja, o que fazer? Pra onde eu corro?. O número de leitos em hospitais não estão sendo suficientes para atendimento aos doentes. O que está sendo feito nos hospitais: - o paciente chega, depois de uma longa e tenebrosa espera ele é atendido. Só que nesse atendimento é feita uma avaliação supérflua sobre o estado gripal do atendido. Não é olhando simplesmente para uma pessoa que se possa ter uma avaliação correta sobre seu estado de saúde. Muitas vítimas já não estão mais aqui para testemunhar o que falo. Não sou médico, mas não sou totalmente leigo. Todo e qualquer pessoa que chegue a um hospital com suspeita do vírus H1N1, teria que ser encaminhada a um laboratório de patologia clínica, para, depois dos exames, aí sim ter um diagnóstico conclusivo sobre o caso, e não simplesmente achar que é uma gripe comum e mandá-lo de volta para casa.

VOLTA ÀS AULAS

É preocupante para os pais no retorno de seus filhos às salas de aulas. As autoridades em educação escolar estão estudando a possibilidade de prolongar o retorno dos alunos ao colégio. Ora, se já existe um vírus instalado no Estado, não vejo a necessidade de reunião para decidir se prorroga as férias ou não. Num mundo civilizado, humano e consciente de sua responsabilidade não tem o que se pensar quando um problema de saúde chega ao ponto que chegou. O Estado já deveria há muito tempo ter se pronunciado em prorrogar por tempo indeterminado o retorno às aulas, até que se tenha um conhecimento real da situação. Não adianta voltar às aulas e depois, espero e faço votos que não, ter que suspender por algum aluno ter contraído a doença. O mais recomendável é que se espere para ver até onde vai a situação, ou se algum medicamento (vacina) seja produzida num curto intervalo de tempo, visando coibir o alastramento da gripe. Ao lerem este blog talvez me façam a pergunta: e se a epidemia se prolongar até o final do ano, as crianças vão ter que se prejudicar? Eu respondo: a perda de um ano letivo não é igual a perda de uma vida.

O CASO É MUITO SÉRIO E AS AUTORIDADE DE SAÚDE TÊM QUE CONSIDERAR O CASO COMO ELE É. COMO ELE ESTÁ SE APRESENTANDO. O Nordeste já teve seu primeiro óbito causado, tudo indica, pelo vírus H1N1. Não sei se os senhores estão lembrados... mas o Ministro da Saúde no início da proliferação da gripe, falava que o Brasil estava preparado para uma possível pandemia aqui em nosso território. Depois falou que a população não deveria ficar apavorada porque o sistema de saúde já estava tomando todas as providência para a prevenção e combate da doença. O que se vê hoje é uma saúde atordoada, porque não se sabe até onde vai a extensão deste problema; falta de leitos suficientes para atender à população infectada; e o número de mortos crescendo a cada dia. Agora os médicos estão com um outro problema - as grávidas - como fazer diante dos fatos? O que existe na realidade é um desconhecimento total por parte da saúde com relação ao poder do vírus e as formas como ele se propaga, já que alguns doentes não tinham tido nenhum contato com outras pessoas já atingidas pela doença.

Cabe ao Governo Federal chamar seu Ministro da Saúde para tentar achar uma forma de se conseguir uma verba especial para investimento na saúde, visando a prevenção e o tratamento do H1N1, nos Estados onde o vírus tenha o maior índice de incidência. Ou será que ele vai esperar que a doença cause mais vítimas para poder se tomar uma providência mais efetiva?

O Senhores Senadores até agora não se manifestaram em nada sobre o assunto. Estão mais preocupados em destituir o Presidente do Senado, visando, quem sabe, ocupar o seu lugar. Porque simplesmente afastá-lo não vai resolver o problema já criado e sem solução, porque para se ter uma solução teria que anular todos os atos secretos, colocar na rua os responsáveis, além de confiscar todos os seus bens para diminuir o prejuízo que causaram aos cofres públicos.
Parem de hipocrisia e se volte para a saúde do povo brasileiro, que hoje se vê à mercê de uma epidemia alarmante que se instalou e está se espalhando no País.
Suspender o recesso parlamentar, simplesmente para tratar de um assunto que se pode esperar, não é admissível, uma vez que existe um problema gravíssimo de saúde, à espera de alguém que apresente uma solução IMEDIATA, pois o caso assim requer.

Gostaria muito que o assunto aqui comentado fosse lido por todos que vivem nas áreas de abrangência do H1N1, para que, juntos fizessem uma manifestação pública para chamar a atenção de nossos governantes, que assiste a tudo de camarote, dando paliativos para enganar os menos esclarecidos.
Por hoje é só, já não estou mais aguentando tanto descaso com a nossa saúde. Que Deus nos proteja dessas duas doenças que assolam o nosso País: H1N1 e Políticos, TODOS.

Fui

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