quinta-feira, 23 de julho de 2009

UMAS E OUTRAS

O fato que passo a descrever aconteceu na cidade do Rio de Janeiro nos idos dos anos 70. Vou chamar de João a pessoa de quem eu vou comentar, para preservar o seu nome. João era um funcionário público já conhecido de seus colegas pelas muitas que ele aprontava. Não que ele fosse uma má pessoa, mas pelas que ele criava e se envolvia, tudo indicava, como se costuma dizer, que ele tinha um parafuso a menos. João alugou uma casa num bairro de Niterói, com o prazo para devolução do imóvel, de dois anos. O contrato foi registrado em cartório, tudo direitinho como reza a maioria dos contratos de locação de imóveis. Ao término do contrato João procurou o proprietário para devolver o citado imóvel. O dono do bem perguntou se ele, o João, estava deixando a casa como encontrou, ou seja, pintada e em boas condições de moradia. João respondeu que só faltava a pintura nova. O proprietário disse que só poderia receber as chaves do imóvel depois de verificar as condições em que o mesmo se encontrava. João coçou a cabeça... olhou para os lados, assim como quem pensou... caramba e agora... depois voltou a encarar o proprietário e fez a seguinte pergunta: depois que eu pintar o senhor recebe as chaves? O dono do imóvel respondeu que sim. João foi embora, procurou um advogado amigo seu e perguntou se ele estava de fato obrigado a pintar o imóvel para entregá-lo. O advogado falou que sim. João saiu meio chateado com a afirmativa de que teria que pintar o imóvel. Dois dias depois voltou à casa do proprietário para entregar as chaves. Este por sua vez não aceitou receber as chaves sem antes verificar se de fato o imóvel havia sido pintada. Dirigiu-se com o João para fazer a vistoria. De longe quando avistou o imóvel levou o maior susto. De fato o João havia pintado a casa, não somente as paredes, como também as janelas, só que na cor preta. O dono quase morreu de raiva. Foi quando João falou pra ele: no contrato que nós fizemos não constava a cor da tinta que eu deveria usar para pintar a casa.

Um outro fato interessante foi o da criação de galinhas em sociedade com um colega de trabalho. Vou chamar o colega do João, de Antônio, para preservar sua identidade. João convidou o Antônio para fazerem uma sociedade com criação de galinhas. Antônio perguntou: como é que vamos criar essas galinha? João respondeu: no meu quintal, porque além de grande ninguém vai entrar lá pra roubar nada. Muito bem! Concordou o Antônio. Compraram as galinha e João passou a criá-las para no futuro comercializar não somente as galinhas, como também os ovos. João tinha uma filha adolescente que morava no subúrbio do Rio, não me recordo agora o bairro. Um certo dia João chegou no ponto de ônibus que o levaria até a casa de sua filha, com um saco cheio de galinhas. Quando ele foi entrar no coletivo, o cobrador falou que ele não poderia viajar com aves vivas no interior do ônibus. João não teve dúvida: abriu a boca do saco que estava transportando as aves e começou a tirar uma por uma e torcendo o pescoço delas. Quando terminou de matar a última, perguntou ao cobrador: e agora eu posso? O cobrador falou que sim e que ele não precisaria pagar a passagem, poderia entrar pela porta trazeira. Eu acredito que o cobrador desconfiou que o João não era lá muito certo das ideias.
As galinhas que o João estava transportando era para o aniversário da filha que estaria completando 15 anos de idade. Este fato se deu num dia de sábado. Na segunda-feira João foi trabalhar e assim que chegou no local de trabalho foi procurar o Antônio. Quando o sócio e colega de trabalho viu o João, com a cara meia desconfiada, perguntou: que é que há meu amigo, estou te vendo meio triste, aconteceu alguma coisa? João respondeu: você não sabe o que aconteceu... deu ladrão no meu quintal e vou te falar uma outra coisa que você nem vai acreditar: roubaram todas as suas galinha, só deixaram as minhas...

AGORA O FUTEBOL

A dança das cadeiras de técnico de futebol já se tornou coisa corriqueira. O time basta perder duas partidas e empatar mais duas ou três para que a diretoria do clube dispense o treinador. Tudo bem, toda e qualquer atividade profissional carece de alguém para instruir, coordenar, etc. No futebol não pode ser diferente. Agora, responsabilizar o técnico por toda atuação fraca de um time... sinceramente, acredito que não é o lógico. Defendo essa tese lembrando da Copa do Mundo de 1958. Dizem que o técnico Vicente Feola, depois que a Seleção Brasileira entrava em campo, ele sentava no banco de reserva e tirava o maior cochilo. Moral da história: considerando o nível daquela seleção, e a atitude do Feola, deixa claro que o que tem que mudar quando um time de futebol apresenta uma série de resultados negativos, é jogador e não o técnico. É que naquela época se jogava mais por amor à camisa. Hoje ganha-se uma fábula e joga-se uma pedrinha. Brincadeira!
Outra coisa que poderia mudar no Brasil, com relação a Seleção Brasileira de Futebol, seria a convocação de jogadores que estivessem defendendo clubes no Brasil e não no exterior. Aí sim, poderíamos chamar de Seleção Brasileira. Hoje nós temos condições de formar uma seleção com jogadores que atuam no nosso futebol, em condições de igualdade com essa de "estrangeiros", que muitas vezes deixam a desejar.

Um abraço galera brasileira

2 comentários:

  1. Concordo com você em relação à convocação. Acho que o critério dos técnicos hoje é começar chamando quem á fora do país! SE sobrar um vaga eles procuram alguém por aqui.

    Hoje festejo o futebol do meu time: O Cuca se foi.

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  2. Correto, Cicero, mas pensa bem:

    Um jogador que joga no Brasil convocado para seleção, conseqüentemente estará na 'vitrine' e logo em seguida é negociado para o exterior. É um ciclo vicioso.

    Se o Dunga convocasse 22 jogadores que atuam no Brasil, não seria exagero afirmar que pelo menos 85% desses atletas, posteriormente, seriam negociados para fora.

    É uma questão complexa, tendo em vista que a CBF - aliada com os empre$ário$ (os verdadeiros dono$ do nosso Brasil) - é conivente com essa situação.

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